Ferramentas para gestão de PME

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Empreender em tempos de tanta competitividade não é uma missão simples, especialmente para os microempreendedores, que precisam administrar empresas com pouco dinheiro sobrando. Entretanto, com uma estratégia pautada nas ferramentas de gestão empresarial certas, é possível alcançar o sucesso esperado.

Ciclo de vida do produto

O Ciclo de Vida do Produto (CVP) é um modelo de como as vendas de um produto se comportam com o passar do tempo. Ele é utilizado como base para se tomar decisões em relação a um produto, por exemplo: devo investir em propaganda? Devo diminuir o preço? Devo sair deste mercado?

É um importante instrumento para compreender o desempenho dos produtos ou serviços de uma organização e assim garantir que a aplicação dos recursos ocorra de maneira eficiente.

O Ciclo de Vida do Produto assume que todo produto passará por etapas definidas de seu lançamento até sua descontinuação. Essas etapas são:

  • Introdução;
  • Lançamento;
  • Maturidade;
  • Declínio.

As etapas do modelo não tem duração determinada, variando de acordo com o produto.

Assim você consegue entender a fase que seu produto vive e, então, definir qual a melhor estratégia a se seguir. Esta análise pode ficar ainda mais fácil se você utilizar a Matriz BCG, uma ferramenta que está altamente relacionada com o modelo de Ciclo de Vida do Produto.

Matriz BCG

Tudo começou no início dos anos 70 quando Bruce Henderson desenvolveu para a conceituada empresa de consultoria BCG – Bonston Consulting Group – uma metodologia de análise gráfica do portfólio de negócios ou produtos de uma empresa.

Essa técnica é baseada no ciclo de vida dos produtos, em sua participação no mercado e no potencial de crescimento nesse mercado.

O objetivo é determinar quais ações tomar em relação a cada um dos produtos ou unidades de negócios, conforme os resultados da análise gráfica.

Liste seus produtos ou unidades de negócios. Ao fazer esta listagem, determine a ordem crescente de volume de vendas de cada um, para que isso possa ser usado corretamente na matriz.

Desenhe um gráfico cartesiano com duas linhas, uma horizontal e outra vertical. A linha vertical representa a taxa de crescimento do mercado. Você pode graduá-la de 0 a 20%. O meio da linha vertical deve estar marcado com 10%.

A linha horizontal representa a participação relativa de seu produto (linha ou unidade de negócios) em relação ao concorrente mais próximo.

Neste modelo, os itens são divididos em quatro categorias:

  1. vaca-leiteira: aqueles produtos ou serviços altamente lucrativos, mas que encontram-se em um momento de estagnação;
  2. abacaxi (ou cachorro): produtos ou serviços que demandam grandes esforços, pois não há mais perspectivas de vendas, então melhor cair fora deles;
  3. estrela: produtos ou serviços que exigem muito investimento, mas vivem o período de ascensão, o que vale toda dedicação;
  4. ponto de interrogação: produtos ou serviços que podem ser promissores, mas, para um retorno financeiro satisfatório, ainda requerem o emprego de bastante capital, representando o estágio inicial de um produto.

Curva de Pareto

A Curva de Pareto é uma metodologia que busca solucionar problemas de forma rápida e eficaz, por meio da identificação das prioridades do empreendimento. Seu objetivo é tratar com urgência os problemas mais frequentes dentro de uma empresa, e que atrapalham o seu desempenho.

Os eventos são registrados em um diagrama e classificados conforme a repetição das ocorrências. Nesse sentido, se foi percebido algum problema em etapa de produção ou realização de serviços, todos os olhares estarão voltados para essa situação, a fim de que o problema seja resolvido com maior agilidade.

É um procedimento muito útil ao direcionamento de esforços e recursos, além da vantagem de se encaixar a negócios de qualquer proporção.

Análise SWOT

Análise SWOT ou Análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) é uma ferramenta utilizada para fazer análise de cenário ou ambiente, sendo usada como base para gestão e planejamento estratégico de uma empresa, mas podendo, devido a sua simplicidade, ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário, desde a criação de um blog à gestão de uma multinacional.

A técnica é creditada a Albert Humphrey, que foi líder de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista Fortune das 500 maiores corporações.

A sigla SWOT é de origem inglesa e representa os seguintes termos:

  • Strenghts (forças): são os pontos fortes do negócio, mais especificamente as características que o diferenciam da concorrência;
  • Weaknesses (fraquezas): dizem respeito às vulnerabilidades que atrapalham o seu desempenho e por isso necessitam de reestruturação;
  • Opportunities (oportunidades): fatores externos positivos, como redução de impostos, incentivos governamentais e mudanças climáticas favoráveis;
  • Threats (ameaças): também configuram elementos exteriores e incontroláveis, porém atingem o empreendimento de maneira negativa, a exemplo de variações prejudiciais no câmbio.

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As ferramentas de gestão empresarial são fundamentais para potencializar as ações e os resultados de qualquer negócio, independentemente do seu tamanho. Portanto, quem tem a condição de implementá-las, tem maiores chances de se destacar e manter-se competitivo.

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